Tempo de Advento

Advento: Tempo de estudar a Palavra de Deus

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Desde o último domingo de novembro estamos celebrando o Advento, período no qual comemoramos o anúncio do nascimento e a chegada do menino Jesus. É tempo de esperança, de paz e de preparar o coração para os sentimentos e emoções que advêm da manjedoura.

É tempo de preparar os momentos de convivência e celebração pelo Natal e pelo novo ano que se aproxima. O povo de Deus sempre realizou festas e celebrações para rememorar os feitos de Deus na Sua história, como a Páscoa (Êx 12.26-27). Para nós, o Natal é um desses eventos de importância, por nos rememorar a inserção de Deus na história humana, diretamente, por meio da encarnação (Jo 1).


No segundo domingo de dezembro, celebraremos também o Dia da Bíblia. Todos os dias, a Bíblia está ou deve estar presente em nossa vida (Sl 1 e Sl 119.105), pois ela nos fala sobre Deus (Os 6.3), sobre a família (Sl 128), sobre as coisas criadas (Gn 1 e Sl 19), sobre o Reino de Deus e a Sua justiça (Mt 5-7). A Bíblia apresenta o alimento diário para o sustento da fé (Dt 6), o aquecimento do amor (1Co 13) e a renovação da nossa esperança (Ap 1.1-9). Ela é o principal instrumento para a educação dos membros da igreja (Tt 2).


Muitos textos bíblicos destacam a importância da Bíblia para a vida de todos/as nós (Sl 1, Js 1.8, Sl 19.10 e Sl 119). O Salmo 1 diz que quem medita na Bíblia dia e noite é comparado/a às árvores plantadas ao lado das correntes de águas, ou seja, está sempre alimentado/a. Deus recomendou a Josué fazer o mesmo (Js 1.8) e assim encontrar a capacitação e a força necessárias para servir ao povo de Deus.


Já o salmista demonstra ter descoberto o lado delicioso e prazeroso da leitura e da meditação na Palavra de Deus: no Salmo 19.10 diz que as Palavras do Senhor são mais desejáveis do que o ouro e mais doces do que o mel. Os salmistas experimentavam seguidamente esta “delícia” que era a meditação e o estudo sistemático das Sagradas Escrituras. No Salmo 119, um deles (ou quem sabe, vários!) chega a fazer um acróstico usando as letras do alfabeto hebraico para falar da Palavra de Deus em todos os versículos.

O apóstolo Paulo fala que a Bíblia é boa para ensinar, corrigir, repreender, educar e capacitar as pessoas para as boas obras (2Tm 3.16-17). Vários outros textos nos orientam neste sentido (2Tm 3.16-17, Hb 1.1-2 e Mt 28.20). O Autor da Carta aos Hebreus (Hb 1.1-2) faz uma declaração muito relevante para o período do Advento: Deus falou no passado pelos pais e pelos profetas. Agora, Ele fala por meio de Jesus Cristo, o filho amado, que nasceu na manjedoura. Dentre as coisas faladas por Ele está a promessa eterna: “Eis que estou convosco!” (Mt 28.20).


O Advento e a Bíblia.



A Bíblia é a “LÂMPADA para os pés e LUZ para o caminho” (Sl 119.105) e nos indica o caminho da paz, pois somos pessoas de boa vontade, a quem Deus quer bem (Lc 2.14). Advento, tempo de ler e ensinar a Bíblia. As pessoas que atuam na educação cristã em nossas igrejas têm a oportunidade de estudar e explicar as implicações dos valores que o nascimento de Cristo apresenta à humanidade e ajudar seus alunos e alunas a terem uma vida fundamentada nos valores que o Seu Evangelho apresenta.


Isso significa que como os pastores e magos receberam a instrução divina para procurar o Messias, Deus continua a nos chamar a conhecer a Salvação que vem de Cristo, cuja face nos é revelada nas Escrituras (Mt 2, Lc 2). Esta busca deve ser constante e crescente.


Educar de modo cristão é buscar o conhecimento oferecido pela Bíblia e, a partir da compreensão, desenvolver uma prática que evidencie a mensagem do Natal (Deus Conosco, para nossa salvação), que se faz presente em nosso viver diário.


Temos o desafio, neste Advento e Natal, de ler e compreender a mensagem bíblica que aponta para uma vida transformada e digna aos olhos de Deus e das pessoas de boa vontade. Há muita coisa para pensar. Há muito para fazer (Sl 119.105 e Lc 2.14)

Fonte - Aqui

A MALDIÇÃO DA ÁRVORE

A MALDIÇÃO DA ÁRVORE

No segundo dia da Última Semana de Jesus, Ele voltando de Betânia, teve fome.

Viu de longe uma figueira cheia de folhas e foi até lá para ver se havia figos. Quando chegou perto, encontrou somente folhas porque não era tempo de figos. Então disse à figueira: – Que nunca mais ninguém coma das suas frutas! E os seus discípulos ouviram isso.

Este capítulo é baseado em Marcos 11:11-14; Mateus 21:17-19.

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém foi um imperfeito símbolo da Sua vinda nas nuvens do céu com poder e glória, por entre as aclamações dos anjos e o regozijo dos santos. Então, cumprir-se-ão as palavras de Cristo aos fariseus: “Desde agora Me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor”. Mateus 23:39. Em visão profética, foi mostrado a Zacarias aquele dia de triunfo final; e ele viu também a condenação dos que, no primeiro advento, rejeitaram a Cristo: “E olharão para Mim, a quem traspassaram; e O prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por Ele, como se chora amargamente pelo primogênito”.Zacarias 12:10. Esta cena anteviu Cristo quando contemplou a cidade e chorou sobre ela. Na ruína temporal de Jerusalém viu Ele a final destruição daquele povo que era culpado do sangue do Filho de Deus.

Os discípulos notavam o ódio dos judeus para com Cristo, mas não viam ainda até aonde ele os levaria. Não compreendiam ainda a verdadeira condição de Israel, nem entendiam a retribuição que estava impendente sobre Jerusalém. Isto lhes revelou Cristo mediante significativa lição prática.

O último apelo a Jerusalém fora em vão. Os sacerdotes e principais tinham ouvido a voz profética do passado ecoando através da multidão, em resposta à pergunta: “Quem é Este?” mas não a aceitaram como sendo a voz da inspiração. Irados, confundidos, procuraram fazer silenciar o povo. Havia oficiais romanos entre a turba, e os inimigos de Jesus O denunciaram aos mesmos como chefe de uma rebelião. Apresentaram-nO como estando para Se apoderar do templo, e dominar como rei de Jerusalém.

Mas a voz calma de Jesus fez por momentos silenciar a multidão clamorosa, enquanto declarava não ter vindo estabelecer um reino temporal; havia de subir em breve a Seu Pai, e Seus acusadores não mais O veriam, até que volvesse em glória. Então, demasiado tarde para sua salvação, O reconheceriam. Estas palavras, proferiu-as Jesus com tristeza e vigor singulares. Os funcionários romanos foram reduzidos ao silêncio. Ainda que estranhos à brina influência, comoveu-se-lhes o coração como nunca antes. No calmo e solene rosto de Jesus, leram amor, benevolência e serena dignidade. Foram possuídos de uma simpatia que não podiam compreender. Ao invés de prender a Jesus, sentiram-se mais inclinados a render-Lhe homenagem. Voltando-se para os sacerdotes e principais, acusaram-nos de criar o distúrbio. Esses chefes, envergonhados e derrotados, viraram-se para o povo com suas queixas e questionaram, zangados, uns com os outros.

Entretanto, passou Jesus despercebidamente para o templo. Tudo ali estava tranqüilo, pois a cena sobre o Olivete para lá atraíra o povo. Por breve espaço demorou-Se Jesus no templo, olhando-o dolorosamente. Depois, retirou-Se com os discípulos e voltou para Betânia. Quando o povo O procurou para colocá-Lo no trono, não O pôde achar.

Toda a noite passou Jesus em oração, e pela manhã, tornou a ir ao templo. No caminho encontrou um figueiral. Tinha fome, “e vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos”. Marcos 11:13.

Não era estação de figos maduros, senão em certas localidades; e nas montanhas das cercanias de Jerusalém podia-se na verdade dizer: “Não era tempo de figos”. Marcos 11:13. No pomar a que Jesus chegou, porém, uma árvore parecia adiantada a todas as demais. Estava já coberta de folhas. A natureza da figueira é que, antes de se abrirem as folhas, apareça o fruto. Portanto, essa árvore cheia de folhagem era uma promessa de bem desenvolvidos frutos. Sua aparência, porém, era enganosa. Depois de procurar entre os ramos, dos mais baixos aos mais altos, Jesus “não achou senão folhas”. Era uma massa de pretensiosa folhagem, nada mais.

Cristo proferiu contra ela uma maldição, para que secasse. “Nunca mais coma alguém fruto de ti”, disse Ele. Na manhã seguinte, quando Ele e os discípulos se achavam outra vez a caminho para a cidade, os ressequidos ramos e as folhas caídas atraíram-lhes a atenção. “Mestre”, disse Pedro, “eis que a figueira que Tu amaldiçoaste, se secou”. Marcos 11:21.

O ato de Cristo em amaldiçoar a figueira, surpreendera os discípulos. Parecia-lhes brerso de Suas maneiras e obras. Muitas vezes O tinham ouvido dizer que viera, não para condenar o mundo, mas para que por meio dEle o mundo se pudesse salvar. Lembravam-se de Suas palavras: “O Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las”. Lucas 9:56. Suas maravilhosas obras foram realizadas para restaurar, nunca para destruir. Os discípulos O haviam conhecido unicamente como o Restaurador, o Médico. Esse ato era único. Qual seria seu desígnio? indagaram.

Deus “tem prazer na benignidade”. Miquéias 7:18. “Vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que não tomo prazer na morte do ímpio”. Ezequiel 33:11. Para Ele a obra de destruição e acusação é uma “estranha obra” (Isaías 28:21), Trad. Figueiredo. Mas é em misericórdia e amor que ergue o véu do futuro, e revela aos homens os resultados de um caminho de pecado.

A maldição da figueira foi uma parábola viva. Aquela árvore estéril, ostentando sua pretensiosa folhagem ao próprio rosto de Cristo, era um símbolo da nação judaica. O Salvador desejava tornar claras aos Seus discípulos a causa e a certeza da condenação de Israel. Para esse fim como que investiu a árvore de qualidades morais, e tornou-a expositora da verdade brina. Os judeus distinguiam-se de todas as outras nações, professando fidelidade para com Deus. Haviam sido especialmente favorecidos por Ele, e pretendiam ser mais justos que todos os outros povos. Mas estavam corrompidos pelo amor do mundo e a avareza. Jactanciavam-se de seu conhecimento, mas eram ignorantes das reivindicações brinas, e cheios de hipocrisia. Como a árvore estéril, estendiam os pretensiosos ramos para o alto, luxuriantes na aparência, belos à vista, mas não dando “senão folhas”. A religião judaica, com o magnificente templo, os altares sagrados, os sacerdotes mitrados e cerimônias impressionantes, era na verdade bela na aparência exterior; faltavam-lhe, porém, humildade, amor e beneficência.

Todas as árvores do figueiral se achavam destituídas de fruto; as que não ostentavam folhas, no entanto, não suscitavam esperanças, não causando assim decepção. Essas árvores representavam os gentios. Eram tão destituídos de piedade como os judeus; mas não tinham professado servir a Deus. Não mostravam vangloriosas pretensões de bondade. Eram cegos às obras e caminhos brinos. Para eles não chegara ainda o tempo dos figos. Esperavam um dia que lhes trouxesse luz e esperança. Os judeus, que haviam recebido maiores bênçãos de Deus, eram responsáveis por seus abusos dos mesmos dons. Os privilégios de que se jactanciavam, só lhes acrescentavam a culpa.

Jesus Se aproximara da figueira com fome, em busca de alimento. Assim chegou Ele a Israel, ansioso de neles encontrar os frutos da justiça. Prodigalizara-lhes Seus dons, a fim de que dessem frutos para benefício do mundo. Toda oportunidade, todo privilégio lhes fora assegurado, e em troca buscara a simpatia e a cooperação deles em Sua obra de graça. Anelava achar neles espírito de sacrifício e compaixão, zelo de Deus e profunda ansiedade de alma pela salvação de seus semelhantes. Houvessem eles guardado a lei brina, e teriam realizado a mesma obra abnegada feita por Cristo. Mas o amor para com Deus e os homens foi eclipsado pelo orgulho e a presunção. Trouxeram ruína sobre si mesmos, por se recusarem a servir aos outros. Os tesouros da verdade que lhes foram confiados, não os deram eles ao mundo. Na figueira estéril poderiam ler tanto o seu pecado como o seu castigo. Seca à maldição do Salvador, apresentando-se queimada, ressequida desde as raízes, a figueira mostrava o que seria o povo de Israel quando dele fosse retirada a graça brina. Recusando-se a comunicar bênção, não mais a receberiam. “A tua perdição, ó Israel”, diz o Senhor, “toda vem de ti”. Oséias 13:9.

A advertência é para todos os tempos. O ato de Cristo em amaldiçoar a árvore que Seu próprio poder criara, fica como aviso para todas as igrejas e todos os cristãos. Ninguém pode viver a lei brina sem servir aos outros. Mas há muitos que não vivem segundo a misericordiosa, abnegada vida de Cristo. Alguns que se julgam excelentes cristãos não compreendem o que significa o serviço para Deus. Seus planos e cogitações têm por fim agradar a si mesmos. Agem sempre com referência a si próprios. O tempo só é de valor para eles quando podem ajuntar para si mesmos. Em todos os negócios da vida, é esse o seu objetivo. Trabalham não para os outros, mas para si mesmos. Deus os criou para viverem num mundo onde deve ser executado serviço altruísta. Era Seu desígnio que ajudassem a seus semelhantes por todos os modos possíveis. Mas é tão grande o eu que não podem ver nenhuma outra coisa. Não se põem em contato com a humanidade. Os que assim vivem para si, são como a figueira, toda presunção, mas sem frutos. Observam as formas de culto, mas sem arrependimento nem fé. Em profissão, honram a lei brina, mas faltam na obediência. Dizem, mas não fazem. Na sentença proferida contra a figueira, demonstra Cristo quão aborrecível é a Seus olhos essa vã pretensão. Diz Ele que o pecador declarado é menos culpado do que o que professa servir a Deus, mas não produz fruto para Sua glória.

A parábola da figueira, dita antes da visita de Cristo a Jerusalém, ligava-se diretamente à lição por Ele ensinada no amaldiçoar a árvore sem fruto. O jardineiro intercedeu pela árvore estéril da parábola: “Deixa-a este ano, até que eu a escave e esterque; e, se der fruto, ficará, e, se não, depois a mandarás cortar.” Maior cuidado seria concedido à árvore estéril. Teria todas as vantagens. Mas se permanecesse infrutífera, coisa alguma a salvaria da destruição. Na parábola não foi predito o resultado da obra do jardineiro. Dependia do povo a quem eram dirigidas as palavras de Cristo. Os judeus eram representados pela árvore estéril, e com eles ficava a decisão de seu destino eterno. Foram-lhes concedidas as vantagens que o Céu lhes podia dar, mas não aproveitaram as crescentes bênçãos. Pelo ato de Cristo em amaldiçoar a figueira estéril, mostrou-se o resultado. Determinaram eles sua própria destruição.

Por mais de um milênio abusara a nação judaica da misericórdia de Deus e atraíra Seus juízos. Rejeitaram-Lhe as advertências e mataram-Lhe os profetas. Por esses pecados tornou-se responsável o povo do tempo de Cristo, seguindo o mesmo caminho. Na rejeição de suas presentes misericórdias e advertências, residia a culpa daquela geração. Com as cadeias que a nação estivera por séculos a forjar, o povo do tempo de Cristo prendera a si mesmo.

Em todos os séculos se concede aos homens seu período de luz e privilégios, um tempo de prova, em que se podem reconciliar com Deus. Há, porém, um limite a essa graça. A misericórdia pode interceder por anos e ser negligenciada e rejeitada; vem, porém, o tempo em que essa misericórdia faz sua última súplica. O coração torna-se tão endurecido que cessa de atender ao Espírito Santo de Deus. Então a suave, atraente voz não mais suplica ao pecador, e cessam as reprovações e advertências.

 

Estudo Bíblico Sobre Fé

Estudo Bíblico Sobre Fé

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Neste estudo bíblico sobre fé iremos meditar no capítulo 11 da Epístola aos Hebreus. O escritor neotestamentário faz uma grande exposição sobre a natureza da fé e como ela age na vida daquele que serve ao Senhor. Através desse capítulo é fácil perceber qual é a verdadeira perspectiva bíblica sobre a fé.

Ultimamente a fé está sendo anunciada como um tipo de chave infalível para uma série de conquistas e realizações na vida do homem. Pastores e líderes fazem apelos para que as pessoas visitem suas igrejas a fim de aprenderem realmente como usar a fé. Alguns até alegam que em suas igrejas, o resultado é garantido.

Mas será que é isto mesmo? A fé é o segredo para sermos poupados dos sofrimentos desta vida? A fé é a garantia de portas abertas e grandes realizações? Será que que aqueles que sofrem possuem pouca fé?

O escritor da Epístola aos Hebreus respondem essas perguntas de uma forma clara e objetiva, utilizando exemplos práticos sobre como o cristão deve usar a fé.

O estudo sobre a fé na Carta aos Hebreus

O escritor de Hebreus dirigiu sua carta aos cristãos judeus da Diáspora. Isso significa que seus destinatários viviam fora da Palestina na última metade do século primeiro. Naquela época os cristãos estavam sendo duramente perseguidos, provavelmente sob o regime de Nero (64 d.C.).

Além de toda essa perseguição, havia muita heresia sendo ensinada por falsos mestres. Algumas comunidades cristãs estavam sendo ameaçadas pela apostasia. Então muitos dos cristãos judeus eram tentados a voltarem ao judaísmo.

Diante desse cenário o autor bíblico fala sobre a superioridade do Sacerdócio de Cristo. Ele apresenta uma série de exortações e encorajamentos a respeito da verdadeira fé. Mas é no capítulo 11 que ele faz um profundo estudo sobre a fé. Ele lembra os seus leitores das histórias de grandes homens do passado, numa verdadeira galeria dos heróis da fé.

Então ele abre sua exposição com uma clara definição descritiva acerca do que é a fé verdadeira. Ele diz: “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11:1).

Os grandes exemplos de fé

Em Hebreus 11 encontramos uma lista de pessoas e seus exemplos de fé. O escritor neotestamentário aborda primeiramente os homens que viveram bem no início da História da humanidade. Desse período ele menciona AbelEnoque e Noé.

Depois, o escritor cita alguns exemplos da era patriarcal, tais como: AbraãoSaraIsaque e Jacó. Em seguida ele continua sua exposição falando de Moisés, e aborda de forma geral alguns exemplos dentro da história dos israelitas.

No versículo 32 o autor admite que lhe faltará tempo para considerar todas as pessoas que foram referenciais de fé no Antigo Testamento. Então ele passa a citar de forma geral vários exemplos de fé. Em cada exemplo pontuado pelo autor bíblico é possível nos lembrarmos de uma, duas ou até três pessoas que viveram tais situações.

Vejamos abaixo algumas lições que podemos aprender com esse extraordinário estudo sobre a fé presente em Hebreus 11.

A fé nos revela os planos de Deus e nos dá a certeza de suas promessas

Na pequena frase do versículo 1, o escritor de Hebreus ensina que somente a fé nos permite enxergar o futuro. Essa “certeza daquilo que esperamos” não é um tipo convite para projetarmos uma série de aspirações na certeza de que se realizarão. Pelo contrário! É por meio da fé que temos a certeza das promessas de Deus e confiamos em seu poder.

Em poucas palavras, é possível dizer que pela fé nos alimentados das promessas de Deus. É através da fé que temos a prova das coisas que não vemos. A fé nos dá a certeza de que Deus cumprirá suas promessas!

Já o versículo 3 nos mostra que é pela fé que entendemos as obras e os propósitos de Deus. Nenhum homem esteve presente quando Deus criou o universo. Em um diálogo com Jó, o próprio Deus perguntou: “Onde estavas tu?”. Quando Deus criou todas as coisas ninguém foi seu conselheiro. É apenas a fé é que nos permite perceber planos tão elevados e sublimes.

Somente pela fé podemos nos aproximar de Deus

No versículo 6 encontramos uma verdade gloriosa e ao mesmo tempo terrível: “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Ainda no mesmo versículo aprendemos que a fé é obrigatória para nos aproximarmos de Deus. Não importa se somos capazes; não importa o quanto somos bondosos; não importa o nosso intelecto e nem mesmo o tamanho do reconhecimento das obras que realizamos. Se não tivermos fé, nada disso poderá agradar a Deus.

apóstolo Paulo também chegou a essa conclusão ao dizer que “tudo que não provém de fé é pecado” (Romanos 14:23). Essa fé verdadeira se traduz em frutos, em obras que agradam a Deus. Tiago explica claramente esse princípio ao dizer que “a fé sem obras é morta”. Ele não estava ensinando que são as obras que mantém a fé viva, mas que a evidência da verdadeira fé na vida do cristão o leva às boas obras. Se alguém diz ter tal fé, mas não possuí tais obras, certamente sua fé é falsa. Essa fé simplesmente nominal e histórica é morta e não serve para nada.

A fé nos leva a agir segundo a vontade de Deus

Entre os versículos 8 e 29 lemos sobre os exemplos dos patriarcas e de Moisés. Eles agiram conforme a vontade de Deus! Eles foram impulsionados por uma fé que os levou a desafiar qualquer raciocínio lógico.

Abraão alcançou de Deus o nascimento de seu filho Isaque, por quem havia esperado com muita fé quando já estava em sua velhice. Porém, a fé de Abrão ficou mais evidente quando ele foi ordenado por Deus a oferecer Isaque em holocausto. Sua fé não estava apenas na obediência que ele demonstrou, mas em considerar como certo aquilo que era impossível. Abraão tinha fé que Isaque ressuscitaria caso fosse morto (Hebreus 11:19).

Sobre Moisés, humanamente falando era muito mais cômodo para ele permanecer no Egito. Lá ele vivia como príncipe e tinha tudo do que precisava. Mas Moisés preferiu ser maltratado junto com o povo de Deus. Somente a fé nos faz abrir mão dos nossos prazeres e agir segundo a vontade e as promessas de Deus.

A fé considera Cristo acima de todas as coisas

No versículo 26 vemos que a fé gera em nós uma esperança que é mais importante do que qualquer outra coisa, por mais valiosa que seja. Moisés trocou o conforto e os tesouros do Egito para sofrer o opróbrio de Cristo.

Essa palavra nos traz conforto! Sabemos que mesmo se perdermos tudo que possuímos por amor a Cristo, isto não significa que nossa fé estará desfalecendo, ao contrário, isto significa que nossa fé estará mais viva do que nunca, nos conduzindo ao galardão que vem de Deus.

A fé nos faz vencer grandes batalhas e alcançar milagres extraordinários

A partir do versículo 30 vemos que a fé nos faz triunfar em grandes batalhas. Foi pela fé que as muralhas de Jericó vieram ao chão. Foi a fé verdadeira que levou Raabe, uma prostituta, a produzir boas obras e, por fim, se tornar uma das ancestrais de Jesus (Mateus 1:5). Foi pela fé que os juízes e reis no Antigo Testamento subjugaram reinos e alcançaram promessas. Pela fé Daniel, Sansão e Davi fecharam a boca de leões. Foi pela fé que três homens lá na Babilônia sobreviveram ao fogo.

O versículo 35 também lembra que pela fé mulheres receberam seus mortos ressuscitados. Claramente aqui o escritor se refere aos eventos ocorridos com o profeta Elias (Reis 17:22-23), e depois com o profeta Eliseu (2 Reis 4:36-37). Através do ministérios desses homens, pela fé, duas pessoas foram trazidas novamente a vida pelo poder de Deus.

A fé pode nos levar ao sofrimento

Se por um lado a fé nos faz vencer batalhas e até mesmo a alcançar milagres da parte de Deus, a fé também pode nos levar ao sofrimento intenso. Em alguns casos, a fé pode custar nossa própria vida.

Esse é o lado da fé que muitos pastores e pregadores não gostam de falar. É fácil pregar que Moisés tocou no mar e ele se abriu. É fácil dizer que Elias orou e fogo desceu do céu. Mas difícil é pregar que a mesma fé que os conduziu a essas realizações também fez com que Moisés rejeitasse todo o tesouro e status do Egito para viver andando pelo deserto, e que Elias fosse perseguido pela rainha Jezabel.

Entre os versículos 35 e 38 o escritor cita vários exemplos de situações como essas. Ele diz que pela fé alguns foram apedrejados; perseguidos; torturados; provados; maltratados; açoitados; escarnecidos; presos; andaram errantes pelos desertos, montes e covas. Muitos até foram mortos por causa de sua fé.

O escritor bíblico indica que muitas pessoas trocaram a própria vida pela esperança de uma futura ressurreição. Ele cita um exemplo especifico de alguém que foi serrado ao meio. Embora consta na Bíblia, segundo a tradição judaica o profeta Isaías morreu dessa forma.

Alguns dizem que se você tiver fé, você terá uma vida sem problemas. Mas segundo o escritor de Hebreus, a fé também pode ser a causadora de seus maiores problemas nessa vida terrena. A fé nos leva ao sofrimento e nos mantém firmes em momentos de grandes dificuldades.

A fé verdadeira sempre se mantém firme

Nos versículos 39 e 40, o autor de Hebreus nos mostra que mesmo com todos esses exemplos de fé no Antigo Testamento, aquelas pessoas não conseguiram ver a concretização da promessa. Isso significa que embora aquelas pessoas vivessem pela fé, elas não puderam presenciar a realização da maior promessa de Deus: a vinda de Cristo.

Porém, juntamente com os crentes da Nova Aliança, os heróis da fé do que alcançaram um testemunho tão maravilhoso, também são justificados em Cristo Jesus. Juntos, todos os crentes, de todas as épocas, são aperfeiçoados em Cristo. É a fé que nos une em um só Corpo, tanto os santos da Antiga Aliança quando os da Nova Aliança.

Os crentes da Antiga Aliança viveram pela fé na promessa que haveria de vir. Já os crentes da Nova Aliança vivem pela fé no cumprimento da promessa. O maior desejo do cristão deve ser a volta de Cristo. Por isto todos devemos esperar que Ele venha ainda em nossos dias. Entretanto, ainda que isso não ocorra enquanto nossa geração estiver viva na terra, nós sabemos, pela fé, que Ele virá. Nesse dia nossos corpos serão ressuscitados dentre os mortos e reinaremos eternamente com Ele. A fé se mantém firme mesmo quando não obtemos a concretização da promessa

Ter fé não é sinônimo de perfeição

Uma coisa muito interessante que podemos notar neste estudo sobre a fé em Hebreus 11 é que nenhum dos heróis citados foi perfeito. Em todos os nomes citados podemos identificar os efeitos da Queda em suas vidas. Mas mesmo com a natureza pecaminosa, claramente sabemos que o pecado não era aquilo que os caracterizava.

Aquelas pessoas tiveram imperfeições. Eram homens e mulheres como nós. Porém, constantemente a fé convidava aquelas pessoas a andar na justiça. Com isto aprendemos que a verdadeira fé nos conduz a um novo padrão de vida e nos leva à santificação. A verdadeira fé, embora em alguns momentos possa parecer enfraquecida, ela jamais irá definitivamente morrer. É diante das nossas imperfeições que podemos reconhecer que a fé não é obra nossa, nem mesmo tem origem em nossa capacidade. A fé verdadeira é dom de Deus (Efésios 2:8).

Conclusão do estudo sobre a fé

Algumas pessoas dizem que não aceitam servir a um Deus grande e viver uma vida terrena de privações e dificuldades. Mas em outras palavras, essas pessoas estão dizendo que não aceitam servir o único e verdadeiro Deus, o mesmo dos heróis da fé.

Quando comparamos a triste situação atual de grande parte dos cristãos com esse estudo sobre a fé em Hebreus 11, surgem algumas perguntas. Por exemplo:

·         Por que Moisés não realizou uma “campanha de libertação” de sete sextas-feiras com o povo de Israel, ao invés de ficar peregrinando quarenta anos no deserto?

·         Por que Elias não fez um “desmanche espiritual” na vida de Jezabel para que ela não fosse mais uma perturbada e o deixasse em paz?

·         Por que Isaías não determinou que parassem de cerrá-lo ao meio?

·         Citando um exemplo no Novo Testamento, por que Paulo não orou por um copo de água e tomou para que seu espinho na carne fosse tirado?

Será que essas pessoas não serviram ao Deus verdadeiro? Será que elas não tiveram fé?

Quando olhamos para esse estudo sobre a fé do capítulo 11 de Hebreus, podemos perceber que a fé produz em nós a certeza das promessas de Deus. Sem dúvida ela nos faz confiar em Seu infinito poder. Porém a fé não muda os desígnios eternos do nosso Deus, ou seja, ela não sobrepõe sua soberana vontade.

No final de seu estudo sobre a fé no capítulo 11, o autor de Hebreus nos ensina a entender uma coisa muita importante. Nos dias de hoje não temos mais o mar se abrindo. Não temos mais uma grande muralha sendo derrubada de forma sobrenatural. Não temos mais o sol (ou a rotação da terra para quem preferir) sendo detido e o tempo ficando paralisado. Também não temos mais fogo literalmente descendo do céu e tantas outras coisas.

Mas isso não significa que não temos mais fé como antigamente. Também não significa que nosso Deus mudou, ao contrário, isso significa que nosso Deus é imutável e infalível. Os propósitos de Deus são eternos, e todas essas coisas espetaculares do passado serviram para apontar para algo infinitamente maior e superior: a obra redentora de Cristo na cruz.

Embora Deus prometa suprir nossas necessidades, o maior exercício de fé não é buscar a prosperidade ou grandes milagres. O maior exercício de fé é ter a certeza de uma nova vida através do maior milagre que pode existir: a justificação em Cristo Jesus, nosso Senhor. Assim, após o estudo sobre a fé no capítulo 11, no início do capítulo 12 o escritor bíblico nos apresenta Jesus como o nosso maior exemplo de fé.

Autor Daniel Conegero

 

Estudo do Apocalipse

Era 93 anos depois de Cristo, João, o discípulo amado, estava possivelmente exilado pela perseguição na ilha de Patmos (que atualmente pertence à Grécia, mas que naquele tempo estava como propriedade do Império Romano).

O Senhor Jesus Cristo se revelou a João e “revelação” é o melhor termo para usar-se nessa frase, pois é exatamente isso que a carta do Apocalipse significa: uma revelação. A revelação de Jesus Cristo – Apocalipse 1.1.

O João, exaltado no Espirito, viu Jesus de uma forma como jamais havia observado e assim que o admirou, caiu aos seus pés como se estivesse morto, contudo Jesus colocou sua mão direita sobre ele dizendo que não temesse, pois Eu Sou o primeiro e o último. Eu Sou o que vive, estive morto, mais eis que estou vivo por toda a eternidade! E possuo as chaves da morte e do inferno, portanto, escreve tudo o que tens visto tanto os eventos que se referem ao presente como aqueles que sucederão depois desses – Apocalipse 1.17-19, disse o Filho Amado de Deus.

O primeiro pedido feito ao João foi escrever cartas às sete igrejas existentes no período, mas que devem ser atentamente consideradas até os nossos dias, pois o Apocalipse continua se cumprindo, desde 93 e até a eternidade – Apocalipse 1.11.

As Cartas às Igrejas…

As igrejas destinatárias são: Éfeso (2.1-7), Esmirna (2.8-11), Pérgamo (2.12-17), Tiatira (2.18-29), Sardes (3.1-6), Filadélfia (3.7-13) e Laodiceia (3.14.22).

Em todas as cartas, Jesus começa firmando ao menos uma de suas características já declaradas a João seguindo de um sonoro: “Eu conheço”, portanto reafirmando aos seus que Ele tem o poder para sondar mentes e conhecer o mais intimo do coração humano. Jesus vê como ninguém vê a Sua amada igreja e absolutamente nada está oculto aos seus olhos.

Algumas cartas são carregadas de duras advertências com amor. Nas cartas Jesus está chamando a sua igreja ao arrependimento e posicionamento Nele. As cartas, também carregam elogios pelo que está funcionando bem.

Os desfechos das cartas são de promessa pela fidelidade e de condenação em caso de indiferença a Sua voz, pois “Aquele que tem ouvidos, compreenda o que o Espírito revela as igrejas”, termina as cartas.

A Visão Celestial (Apocalipse 04 e 05)…

Na sequencia da carta do Apocalipse, João observou uma porta no céu e uma voz chamando-o para subir e ele, imediatamente, se viu absolutamente tomado pelo Espírito para vislumbrar o que estava para ser revelado.

O João viu o trono de Deus, contudo a visão era tão impressionante que ele não alcançava explicar a fisionomia daquele que estava assentado no trono, mas pode afirmar: tinha fisionomia semelhante às pedras lapidadas de diamante e sardônio (Apocalipse 4.3).

Na mão direita do que estava assentado no trono havia um livro em forma de rolo, escrito de ambos os lados e selado com sete selos. O João chorava muito porque no céu ecoava uma pergunta: “Quem é digno de abrir o livro e de lhe romper os selos” e até então não se havia encontrado ninguém para poder fazê-lo, até que um dos anciãos que estão ao redor do trono de Deus o consolou dizendo: “Não chores, pois o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos”.

Jesus venceu. Ele é o Senhor da História, digno e com o controle absoluto de tudo.

O arrebatamento e a abertura dos selos (Apocalipse 6, 8, 9, 11, 12 e 13)…

Acredita-se que a abertura dos selos do livro representa o período da tribulação que durará ao todo sete anos e que a igreja não estará na terra para passar por esse período, pois acontecerá o arrebatamento antes que o primeiro selo seja aberto.

Portanto, os salvos em Jesus ressuscitarão e os vivos salvos por Jesus na sequencia terão seus corpos glorificados para encontrar com Jesus.

Aqui nós estamos falando da igreja salva no período da nova aliança. A igreja salva na velha aliança, bem como os condenados permanecerão mortos aguardando a ressurreição que só acontecerá para eles no juízo final após o milênio de reinado de Jesus com a igreja já arrebatada sobre a terra.

Acredita-se também que haverá oportunidade de salvação ao menos no primeiro período da tribulação, ou seja, nos primeiros três anos e meio, contudo aqueles que não foram arrebatados, mas que entenderam o que está acontecendo e permanecerem fiéis a Jesus, serão mortos e alcançaram a salvação, sendo arrebatados no final desse período, é uma espécie de segunda chance, mas que ninguém quer experimentar pelo tão duro que será o período da tribulação.

É necessário frisar que a morte desses virá pela perseguição ou até mesmo pela fome por não poderem comprar sem a marca da besta que será imposta sobre os habitantes da terra.

Nesse período o Espírito Santo não estará mais na terra para convencer do pecado e do juízo, portanto a única alternativa será pela racional fidelidade.

A abertura dos selos começa no céu, um a um, com espaço de tempo dentro desses anos e cada um representa uma catástrofe dolorosa sobre a terra, entre tantos: mortes, assassinatos, fomes, pestes, ataques de animais selvagens, vendavais, terremotos, meteoros, incêndios, perseguições, etc.

A abertura do último selo está acompanhando pelo toque por anjos de sete trombetas. Nesse momento João ouviu uma águia que planava pelo meio do céu grasnindo em alta voz: Ai, Ai, Ai dos que habitam sobre a terra, por causa dos toques das trombetas que estão prestes a ser entoados pelos três próximos anjos (Apocalipse 8.13).

Cada “ai” representa uma trombeta. Nesse período se o desastre já é grande, inexplicável dor está por vir.

No período da tribulação surge a figura da besta que se levantou do mar e da besta que se levantou da terra. Essas figuras representam literalmente dois homens que governarão o mundo unificado, serão impostos no poder e ao lado de Satanás formarão a “trindade satânica”.

Um dos homens governará a terra como ditador mundial na área politica econômica e outro homem dominará a área religiosa. Nesse período também o ditador mundial sofrerá uma grande enfermidade em sua saúde, a bíblia não revela qual será, contudo o falso profeta receberá poder para curá-lo fazendo com que muitos sejam enganados e os adorem.

A marca da besta será real naqueles dias. A marca se dará na mão direita ou na testa. Os povos serão obrigados a por a marca, caso contrário não haverá a oportunidade do comercio, por exemplo, será impossível comprar ou vender – aí os fieis morrerão de fome.

E Jesus conta a João que nesse período, possivelmente nos três anos e meio que restam para o fim da tribulação, surgirá duas testemunhas, não sabemos quem são, porém serão enviadas por Deus com a missão de pregar o evangelho numa prova real que o amor de Deus é eterno e que o juízo não anula quem Ele É, contudo eles serão odiados e mortos pelos homens, expostos em praça pública para alegria de todos como vitória sobre eles, porém ressuscitados depois de dia para temor geral.

Ao toque da sétima trombeta haverá festa no céu, pois Jesus está vindo para guerrear contra a trindade satânica e os infiéis daqueles dias.

Ele vem ao lado da igreja e conclama as aves que se preparem para limpar a terra consumindo os cadáveres que estarão estirados após a batalha. Eles não temem a presença de Jesus, mas o Filho de Deus ao lado da igreja se torna vitorioso sobre eles.

A condenação é essa: morte para os humanos, a prisão de Satanás por mil anos e as duas bestas (os dois homens desse período) serão lançados diretamente ao lago de fogo e enxofre condenados pelos séculos dos séculos.

O Milênio e os 144.000 Selados (Apocalipse 7 e 20)…

No milênio a terra está restaurada e Jesus governará com a igreja arrebatada. A terra será povoada por 144.000 israelitas que foram selados por Deus antes da tribulação, passaram por ela e continuam vivos – os únicos desse tempo que apesar do sofrimento não morreram por autorização do Eterno.

No milênio, com a terra restaurada, haverá paz sob o comando de Jesus. Não haverá tentação maligna, pois o inimigo está preso. A povoação e a vida feliz. Eles se casarão e terão filhos (os israelitas).

Contudo, ao final dos mil anos Satanás será solto para tentar dar a cartada final e seduzir o povo vivo contra Jesus, algo parecido com o que aconteceu no Éden. A natureza deles continua sendo uma natureza caída, portanto possivelmente muitos caíram na sedução.

Depois disso o Diabo também será lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido confinados a Besta e o Falso Profeta.

Eles serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos. Esse é o futuro deles ao contrário dos salvos em Jesus, o nosso caso e pode ser o seu hoje também, ore agora, que é ao lado de Jesus para sempre.

O Juízo Final e a Eternidade (Apocalipse 20, 21 e 22)…

No juízo final, os que estavam mortos serão ressuscitados e terão que se apresentar diante do trono para o julgamento, alguns livros serão abertos e os mortos serão julgados pelas observações que estavam registradas nos livros, de acordo com as obras realizadas.

E a segunda morte aconteceu aos condenados, sendo lançados no lago de fogo. São aqueles que não tinham o nome escrito no Livro da Vida do céu.

A igreja arrebatada não participará do juízo final, ou seja, não será julgada porque já foram justificados por Jesus na cruz do calvário, quem participará do juízo final serão os irmãos da velha aliança e os que morreram sem Jesus.

A ideia dos irmãos da velha aliança serem ressuscitados apenas agora se dá por essa afirmação no evangelho:

O povo de Nínive se levantará no Dia do Juízo com esta geração, e a condenará, pois eles se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que aqui está quem é maior que Jonas. A rainha do Sul se levantará no dia do Juízo com essa geração e a condenará, pois ela veio dos confins da terra para conhecer os sábios ensinamentos de Salomão. E eis que aqui está quem é maior do que Salomão – Mateus 12.41-42.

Com o juízo final “terminará” a história da humanidade e de sua iniquidade iniciada no Éden e o que temos pela frente é o que foi planejado por Deus ao criar o homem. Agora tudo será novo, sem pecado ou maldição, Satanás vencido está definitivamente. Ali não haverá pragas nem mortes, tão pouco dor.

Na eternidade a igreja não está mais na figura da noiva, mas de uma esposa com o seu marido, pois já não há separação entre nós.

Na eternidade Deus estará habitando nessa cidade e ela não precisará de luz, pois a glória do próprio Deus será luz para ela.

Conclusão (Apocalipse 10)…

O João comeu o livrinho dado pelo anjo. O livro era doce ao paladar e amargo no estomago. Essa mensagem representa que o Apocalipse será maravilhoso para os salvos, pois é o encontro com Jesus, a recompensa dos amados fiéis, porém será muito doloroso para os que estão sem Jesus, portanto condenados.

Faço-te um convite: Fale de Jesus para todos os que você puder e conduza o maior número de pessoas ao céu, esse é o desejo do Espírito Santo de Deus. Só Jesus Salva.

E não temas o “Apocalipse”, para os que estão salvos em Jesus representa uma vitória, a união eterna da igreja com o noivo amado. Vê-lo face a face e estar para sempre juntos, conhecendo-o como somos conhecidos.

 “Um excelente método, que tem trazido para nós uma facilidade de estudar a palavra e nos traz mais conhecimento da Bíblia e nos aproxima mais de Deus.
Que Deus continue abençoando a vida do irmão André e que ele continue com seu trabalho abençoando vidas em nome de Jesus”.